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QUEBRA

sábado, 25 de novembro de 2017

É verdade que “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”?

É verdade que “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”?
É verdade que “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador”?
Defendendo a Fé Cristã: Algumas pessoas creem que a famosa frase “Deus odeia o pecado, mas ama o pecador” é uma heresia que simplesmente se popularizou no meio cristão, mas que no fundo não tem base bíblica. Segundo elas, Deus odeia tanto o pecado quanto o pecador. Mas quem será que está com a razão? É verdade que Deus ama o pecador e odeia o pecado?
Afirmar que Deus odeia o pecador tanto quanto odeia o pecado é que é uma heresia tremenda, pois contraria a própria mensagem do Evangelho. Se Deus não ama os pecadores, por que Se fez homem e morreu por eles na cruz (Filipenses 2:5-8)? Se Deus não ama os pecadores, como Jesus pôde dar o seguinte comando aos seus discípulos:


“Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Mas eu lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem, para que vocês venham a ser filhos de seu Pai que está nos céus. Porque ele faz raiar o seu sol sobre maus e bons e derrama chuva sobre justos e injustos. Se vocês amarem aqueles que os amam, que recompensa receberão? Até os publicanos fazem isso! E se vocês saudarem apenas os seus irmãos, o que estarão fazendo de mais? Até os pagãos fazem isso! Portanto, sejam perfeitos como perfeito é o Pai celestial de vocês.” (Mateus 5:43-48)


Jesus está afirmando que o Pai Celestial é perfeito porque ama a todos, não somente aqueles que O amam. Se queremos nos parecer com o Pai, devemos imitar Sua conduta amando a todos, inclusive nossos inimigos. À luz desse ensinamento tão sublime, como podemos sustentar que Deus odeia algumas pessoas?

Ademais, Jesus também disse que veio buscar os perdidos:
“Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido.” (Lucas 19:10)

E Ele estava cumprindo a vontade do Pai (João 6:38), que O enviou à Terra como um dom supremo para trazer à salvação eterna todo aquele que crê:

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna. Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele.” (João 3:16-17)

“Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros.” (1 João 4:9-11)

Outrossim, a Escritura também diz:

“De fato, no devido tempo, quando ainda éramos fracos, Cristo morreu pelos ímpios. Dificilmente haverá alguém que morra por um justo; pelo homem bom talvez alguém tenha coragem de morrer. Mas Deus demonstra seu amor por nós: Cristo morreu em nosso favor quando ainda éramos pecadores.” (Romanos 5:6-8)

“Esta afirmação é fiel e digna de toda aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o pior. Mas, por isso mesmo alcancei misericórdia, para que em mim, o pior dos pecadores, Cristo Jesus demonstrasse toda a grandeza da sua paciência, usando-me como um exemplo para aqueles que nele haveriam de crer para a vida eterna.” (1 Timóteo 1:15-16)

Desse modo, concluímos que negar que Deus ama a todos é negar o Evangelho de Cristo.

É importante ressaltar, contudo, que embora Deus ame a todos, Ele não aprova as práticas de todos. Alguns não serão salvos, não por que Deus não os ama ou por que Cristo não morreu por eles, mas porque eles rejeitaram o perdão que Deus ofereceu na Cruz (João 3:19-21, 36; 8:24). E os cristãos são ordenados a ter compaixão dos descrentes e procurar salvar os outros, mostrando-lhes misericórdias, todavia, não aprovando os pecados deles; pelo contrário: odiando até a roupa contaminada pelo pecado:

“Tenham compaixão daqueles que duvidam; a outros, salvem-nos, arrebatando-os do fogo; a outros ainda, mostrem misericórdia com temor, odiando até a roupa contaminada pela carne.” (Judas 1:22-23)

Ou seja, devemos odiar o pecado dos pecadores, mas ainda assim amá-los e tentar salvá-los. Se até nós temos que agir desta forma, quanto mais Deus, o Nosso Exemplo!

A Bíblia claramente ensina que Deus é amor e diz que quem não ama não conhece a Deus: “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor. Foi assim que Deus manifestou o seu amor entre nós: enviou o seu Filho Unigênito ao mundo, para que pudéssemos viver por meio dele. Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho como propiciação pelos nossos pecados. Amados, visto que Deus assim nos amou, nós também devemos amar-nos uns aos outros” (1 João 4:8-11).

Quem ama a Deus deve amar o próximo: “Ele nos deu este mandamento: Quem ama a Deus, ame também seu irmão” (1 João 4:21).


Jesus disse:

“Respondeu Jesus: ‘Ame o Senhor, o seu Deus de todo o seu coração, de toda a sua alma e de todo o seu entendimento’. Este é o primeiro e maior mandamento. E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo.’” (Mateus 22:37-39)

Nós amamos os pecadores, mostrando-lhes respeito (1 Pedro 2:17), orando por eles (1 Timóteo 2: 1), e pregando o Evangelho de Cristo para eles. É um verdadeiro ato de amor tratar alguém com respeito e bondade, mesmo que não aprovemos seu estilo de vida ou escolhas pecaminosas. No entanto, não é amoroso permitir que uma pessoa permaneça presa no pecado. É nossa obrigação repreender os pecadores para salvá-los, e é Deus quem nos manda fazer isso (veja Ezequiel 3:18-21; Marcos 16:15). Não é odioso dizer a uma pessoa que ela está no pecado, pois o pecado leva à morte (Tiago 1:15). Porque amamos o pecador, falamos a ele a verdade com amor (Efésios 4:15).

Mas se é assim, então como entenderemos aqueles textos do Antigo Testamento que aparentemente dizem que Deus odeia o ímpio?

Um dessas passagens é a seguinte:

“Não tenha inveja de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos, pois o Senhor detesta o perverso, mas o justo é seu grande amigo. A maldição do Senhor está sobre a casa dos ímpios, mas ele abençoa o lar dos justos.” (Provérbios 3:31-33)
Para “detesta” nesse texto, o termo hebraico é תועבה (tow Ìebah) ou תעבה (to Ìebah), que, de acordo com o dicionário Strong (H08441), significa: “1) uma coisa repugnante, abominação, coisa abominável; 1a) em sentido ritual (referindo-se ao alimento impuro, ídolos, casamentos mistos); 1b) em sentido ético (referindo-se à impiedade, etc.)”

A Bíblia Reina-Valera comenta esses versículos da seguinte maneira:

“3.32 A palavra hebraica traduzida por abomina designa em outros textos a aversão que sente Deus pelas práticas idolátricas (Dt 18.9,12). Cf. PV 11.20.

3.33 A maldição… do malvado: Dt 11.28; Zc 5.4; Mau 2.2”

Então, concluímos que Deus odeia na verdade as práticas pecaminosas do pecador, e não o pecador em si. Apesar de Deus amar o pecador (veja Salmos 103; Ezequiel 18:23; João 3:16; Lucas 19:10; Romanos 5:6-8), Ele não pode perdoá-lo e salvá-lo se ele não se arrepender (1 João 1:8-9). Desse modo, Deus tem preferência por ter em Sua presença apenas aqueles que creem Nele e se arrependem de seus pecados, e rejeita os pecadores impenitentes (veja Provérbios 28:13 e Salmos 101:6-7).

Outras passagens que aparentemente dizem que Deus odeia algumas pessoas são:

“Os arrogantes não são aceitos na tua presença; odeias todos os que praticam o mal.” (Salmos 5:5)
“O Senhor prova o justo, mas o ímpio e a quem ama a injustiça, a sua alma odeia.” (Salmos 11:5)


“Há seis coisas que o Senhor odeia, sete coisas que ele detesta: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que traça planos perversos, pés que se apressam para fazer o mal, a testemunha falsa que espalha mentiras e aquele que provoca discórdia entre irmãos.” (Provérbios 6:16-19)

Como o hebraico é um idioma limitado, que não possuía uma palavra para “amar menos”, foi usada a palavra “ódio”. É o mesmo que acontece em Lucas 14:26, escrito em grego, onde Jesus diz que quem não “aborrecer”, “detestar” ou “odiar” seus familiares não pode ser seu discípulo. Veja:

“Se alguém vier a mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo.” (ACF)



O termo grego aí é μισεω (miseo), que significa literalmente “odiar, detestar, perseguir com ódio” (Strong, G03404). Mas, claramente, Jesus não pode estar mandando seus seguidores odiarem alguém, pois Ele estaria Se contradizendo, pois também afirmou: “Ame o seu próximo como a si mesmo” (Lucas 10:27). Portanto, concluímos que o sentido correto dessa expressão é “amar menos”.

O Comentário bíblico Moody diz: “26. E não aborrece. Certamente Cristo não estava ordenando aos homens que odiassem suas próprias famílias no sentido de nutrir má vontade ou maldade. É uma linguagem forte para indicar que a devoção à família deve tomar o lugar após a devoção a Cristo.”

A Bíblia Reina-Velera concorda: “14.26 Aborrece a seu pai: Segundo uma maneira de falar, propriamente semítica, pode expressar uma comparação estabelecendo um contraste absoluto; portanto, aborrecer se usa aqui no sentido comparativo de amar menos. Em MT 10.37, a mesma ideia se expressa em forma de comparação.”

A Nova Versão Internacional (NVI) dá o sentido correto desse versículo de Lucas 14:26:

“Se alguém vem a mim e ama o seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos e irmãs, e até sua própria vida mais do que a mim, não pode ser meu discípulo.”

Outro texto que, aparentemente, fala que Deus odeia alguém é Malaquias 1:1-3:

“Peso da palavra do SENHOR contra Israel, por intermédio de Malaquias. Eu vos tenho amado, diz o Senhor. Mas vós dizeis: Em que nos tens amado? Não era Esaú irmão de Jacó? disse o Senhor; todavia amei a Jacó, eodiei a Esaú; e fiz dos seus montes uma desolação, e dei a sua herança aos chacais do deserto.” (Malaquias 1:1-3, ACF)

A palavra hebraica usada nesse texto também é שנא (sane’), que significa “odiar” (Strong, H08130), a mesma usada emSalmos 5:5 e 11:5 e Provérbios 6:16-19. E, claramente, também tem o sentido de “amar menos”, pois Paulo cita esse versículo em Romanos 9:13, usando a palavra grega μισεω (miseo), que significa “odiar, detestar, perseguir com ódio” (Strong, G03404), que é a mesma palavra usada por Jesus em Lucas 14:26 e que tem o sentido de “amar menos”. É por isso que a NVI traduz assim: “Como está escrito: ‘Amei Jacó, mas rejeitei Esaú.’” (Romanos 9:13).

É um erro muito grave pensar que Deus está falando que odeia a pessoa de Esaú, pois “Esaú” aí não significa uma pessoa, mas uma nação, Edom, assim como “Jacó” representa a nação de Jacó, Israel, da qual veio o Messias Jesus (Romanos 9:5). Deus falou isso claramente quando Rebeca estava grávida:

Os meninos se empurravam dentro dela, pelo que disse: ‘Por que está me acontecendo isso?’ Foi então consultar o Senhor. Disse-lhe o Senhor: ‘Duas nações estão em seu ventre, já desde as suas entranhas dois povos se separarão; um deles será mais forte que o outro, mas o mais velho servirá ao mais novo.’” (Gênesis 25:22-23, NVI)

A palavra “rejeitei” em Romanos 9:13 sugere, portanto, que Deus não escolheu a linhagem de Esaú, mas preferiu a de Jacó para ser a nação por meio da qual viria o Messias. É isso que Paulo deixa claro em Romanos 9, quando fala que: “Deles [dos judeus] são os patriarcas [Abraão, Isaque e Jacó – não Esaú!], e a partir deles se traça a linhagem humana de Cristo, que é Deus acima de tudo…” (Romanos 9:5).

Deus tem autoridade para escolher a linhagem do Messias como deseja. Lembre-se: Abraão teve dois filhos: Ismael e Isaque. A nação descendente de qual deles Deus escolheu para trazer o Messias? A de Isaque. Quando Isaque se casou com Rebeca e ela ficou grávida de gêmeos, Jacó e Esaú, Deus escolheu a Jacó.

Deus escolher soberanamente a ascendência e nação do Messias (a nação de Israel, que descende de Jacó) não significa que Ele não ama as outras nações, pois trouxe o Messias para salvar a todos (cf. João 1:11-12). Deus prometeu a Abraão que, por meio da sua descendência, todas as nações da Terra seriam abençoadas (Gênesis 22:18).

O comentário Moody concorda: “3. Aborreci a Esaú. Romanos 9:10 e segs. sugerem que o ‘aborrecimento’ consistia em Deus perpetuar a linhagem do Povo Escolhido através de Jacó e não através de Esaú, e em dar a Esaú uma posição de subordinação para com o seu irmão (cons. Gn. 27:37-40).”


Conclusão

Deus odeia o pecado, mas não é verdade que Ele odeia o pecador também. A verdade inquestionável das Escrituras Sagradas é que Deus ama os pecadores – e os ama tanto que enviou o Seu Filho ao mundo para morrer pelos pecados deles na Cruz, a fim de que todo aquele que Nele crê seja purificado e salvo pela Sua infinita graça (João 3:16-17; Romanos 5:6-8). Sim, Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. E é nosso dever como filhos do Pai Celeste fazer o mesmo, conforme nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou (Mateus 5:43-48).



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